LIGA /12 | Susana Chiocca + Pedro Cabral-Santo

22 Março 2026 16h00

LIGA /12 | Susana Chiocca + Pedro Cabral-Santo
Curadoria de João Fonte Santa

HORÀRIO | 22 de março, 16:00 – 20:00 (entrada livre)
INFO | info@zaratan.pt | +352 967580235 | www.zaratan.pt
APOIO | República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
 
É comum na produção de metais usar ligas, ou seja, combinar metais com outros elementos (geralmente não metais). O resultado da mistura dá origem a materiais que geralmente diferem dos metais base, fornecendo-lhes novas qualidades, nomeadamente maior robustez mecânica, ureza ou resistência à corrosão.
Organizado por João Fonte Santa, LIGA é um projeto artístico que fomenta uma abordagem coautoral, onde os resultados de um diálogo entre artistas se materializam numa instalação conjunta exposta durante um dia na black box da Zaratan.
 
Biografias:

SUSANA CHIOCCA | É doutorada em Arte Contemporânea pela Faculdade de Belas Artes de Cuenca da Universidade de Castilla-La Mancha (2016) e licenciada em Artes Plásticas pela FBAUP (1999). Professora convidada na Faculdade de Letras e no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra e na Universidade Lusófona. Desde 1999 tem participado em diversas exposições, eventos e workshops e programado sobretudo na área da performance como o espaço a Sala (2006-10) (criado com António Lago); os eventos Estilhaços #1, #2 e #3 e Acesso de Vertigem #1 e #2 (Maus Hábitos 2018-19-21); o evento Totetismo Urbano a convite da SOOPA, apresentação de acções no espaço urbano e À Varanda um percurso pela baixa do Porto onde as performances eram apresentadas nas varandas das casas dos artistas. O seu trabalho artístico tem-se desdobrado no desenho, instalação, vídeo, som, fotografia e performance. Desenvolve desde 2005 trabalho em torno do texto em projectos performativos nos quais a performance, o vídeo e a música se conjugam, tal como o projecto BITCHO (2012...), ou Balla Prop junto com Ana Ulisses (2007-2011). Realizou algumas residências artísticas das quais distingue: Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Osso (Caldas da Rainha), Kijkruimte/Steim (Amesterdão), residência Ghost na RE.AL (Lisboa), residência ZDB 3ª edição (Lisboa) e Pépinières Européennes pour Jeunes Artistes (Grenoble). Destaca ainda as exposições individuais: Soluços Sussurros Labaredas, espaço Mira, Porto (2023); O regresso à vida do desenho, na Galeria do Sol, Porto (2019); e as exposições colectivas: Uma cerveja no Inferno, galeria Graça Brandão (2024); Interior fora de si, galeria Pedro Oliveira, Porto (2022); Nella Cohorte di De Chirico, Colégio das Artes, Coimbra (2021); Caos e Ritmo #1, CIAJG, Guimarães (2021); Project Room#2, Galeria de Arte-Banco de Portugal, Leiria (2019).

PEDRO CABRAL-SANTO | Lisboa, 1968. É um artista plástico, curador e docente cujo trabalho tem sido central na definição das linguagens híbridas da arte contemporânea em Portugal desde os anos 90. Licenciado, Mestre e Doutor em Belas-Artes pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, exerce atualmente como Professor Auxiliar na Universidade do Algarve, onde dirige o curso de Artes Visuais. A sua prática artística distingue-se por um pendor marcadamente interdisciplinar, explorando os campos da instalação, da vídeo-instalação e da escultura para articular uma reflexão crítica sobre a sociedade de consumo e a saturação mediática. Cruzando referências da cultura popular, da ficção científica e de dispositivos tecnológicos, o seu trabalho utiliza frequentemente a ironia e a autorreferencialidade como ferramentas para desconstruir o excesso imagético contemporâneo e refletir sobre a transição da arte para o pensamento filosófico. Ao longo do seu percurso, destacam-se exposições individuais como «Tilt» (Fundação Calouste Gulbenkian, 2008), «O Pedro e o Lobo» (Museu do Neo-Realismo, 2008), «Sem Dó, com Ré» (Museu do Chiado/MNAC, 2011), «Unconditionally» (Colégio das Artes, Coimbra, 2014) e «Absolutely» (Galeria VPF – Creme ART, 2015). Além da produção artística, Cabral-Santo tem desenvolvido uma intensa atividade curatorial e de dinamização de plataformas independentes, tendo sido fundador de projetos como «Autores em Movimento» e o coletivo musical «IK-». Entre os seus projetos de comissariado mais emblemáticos figuram «O Império Contra-Ataca» (ZDB/MACBA) e a antológica «Fernando Brito 1983-2010» (CCVF). A sua obra integra coleções de referência, com particular destaque para o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, consolidando um percurso que transita entre a experimentação técnica e o rigor conceptual, sempre em diálogo com as mutações da cultura visual.