HAMMER TIME | Exposição-Leilão

18 Novembro a 18 Dezembro

HAMMER TIME | Exposição-Leilão

Com a participação de: Alone Etimis, Ana Romana, Ana Torres, António Olaio, Bárbara Bulhão, Cristina Motta, David Magalhães Alves, Dilar Pereira, Fabio Baldo, Felix Vong, Flor de Ceres Rabaçal, Fábio Colaço, Georgia Green, Henrique Neves, Hoana Bonito, Isobel Atacus, Janice Rocha, João Fonte Santa, João Mouro, João Viotti, Juan Pablo Heilbron, Letícia Larin, Lilly Saywitz, Maja Escher, Maria Máximo, Nina Fraser, Nuno Direitinho, Nuno Martins, Pedro Branco, Pedro Gramaxo, Rafael Raposo Pires, Raquel Moreira, Run Jiang, S4RA, Sara Almiro, Susana Borges, Thomas Pilnik, Tiago Giora, Vasco Costae outros autores anónimos

ABERTO | 18 Novembro – 18 Dezembro, 2021
HORÁRIOS | Qui-Dom, 16:00-20:00
PERFORMANCES-LEILÕES | 27 Novembro e 4-11-18 Dezembro (às 17:00)
APOIO | Direção-Geral das Artes / República Portuguesa

A Zaratan tem o prazer de apresentar a exposição-leilão HAMMER TIME, um evento expositivo e performático que pretende engendrar uma micro-investigação acerca do valor da obra de arte a partir de uma posição periférica em relação ao mercado. Ao mesmo tempo "Hammer Time" é um evento de angariação de fundos, cujas receitas apoiam seja aos artistas participantes (60%) que a sustentabilidade atividade da associação Zaratan (40%).
A participação no evento esteve aberta a todos, convidados a apresentar candidaturas, e do processo de seleção reunimos mais de 50 trabalhos, físicos e digitais, de mais de 45 artistas nacionais e internacionais.
O sistema de arte contemporânea articula-se em estruturas e circuitos de produção, circulação, venda e valorização, nos quais vários actores representam papéis de sinergia ou de antagonismo.
Ao pantominar a estrutura do leilão [enquanto uma instituição de mercado caracterizada por um conjunto explícito de regras] a Zaratan [enquanto espaço independente] procura testar possíveis acessos alternativos ao mundo da arte dita comercial, mas sempre apresentando um trabalho desafiador e sem ceder às tendências e as modas dos circuitos oficias.
De resto, a análise da conexão entre o valor estético e o valor económico de uma obra é crucial para entender o significado geral da produção artística como um fenómeno peculiar da cultura ou subcultura em que vivemos.
O valor de uma obra de arte, considerada apenas do ponto de vista de quem a ama, a possui ou a quer possuir, é incomensurável. Como o valor estético não pode ser completamente objectificado ou quantificado, um trabalho tem valor desde que possa ser apreciado publicamente, ou seja, precisa de um espaço público onde possa acontecer a partilha das avaliações das formas.
Os canais institucionais da arte – museus, galerias, fundações – costumavam proporcionar esta função, e ainda o fazem até certo ponto, quando não são corrompidos por indivíduos que manipulam a arte apenas como um investimento. O sistema de dinheiro vigente tornou várias das grandes instituições de cultura pública, num circo de promoção e comercialização, esquecendo o valor da conexão entre a criatividade pública e a artística.
Respondendo à ausência de modos alternativos de produção e sustentabilidade cultural, a Zaratan pretende tornar-se neste tal espaço de discussão e envolver a participação coletiva de maneira a instigar um debate público, no formato de leilão, acerca da valorização da produção estética contemporânea.
A exposição inclui 4 licitações performáticas conduzidas [ao vivo e em digital simultaneamente] por um agente de contratação convidado pela Zaratan: o artista João Pedro Branco.