INTERFERÊNCIAS #9 | Ts Bayandalai & the weathereye + Mário Rua + Miguel Feraso Cabral
11 Setembro 2026 01h15
INTERFERÊNCIAS #9
Ts Bayandalai & the weathereye + Mário Rua + Miguel Feraso Cabral
12 setembro 2026, 17:30
Entrada 3,5 euros [quota mensal de sócio]
Apresentamos a sétima sessão do ciclo de concertos INTERFERÊNCIAS, com curadoria de Boris Nunes e João Madeira, uma dupla inédita, que parte de universos distintos para criar um espaço de diálogo entre estéticas, géneros e gerações.
A cada sessão, as escolhas de ambos cruzam-se num mesmo palco, reunindo músicos com percursos consolidados e artistas mais jovens cuja maturidade artística é já evidente. A par desta diversidade etária, o ciclo percorre um amplo espectro sonoro, apresentando propostas que vão do jazz e free jazz à experimentação eletrónica, performativa e avant-garde.
Com formatos que variam do solo ao quarteto, e incluindo músicos nacionais e internacionais, INTERFERÊNCIAS é uma tentativa de mapear o som contemporâneo a partir das suas margens criando pontos de encontro entre públicos, linguagens e sensibilidades.
Sobre os artistas:
TS BAYANDALAI | Músico e sound artist de etnia mongol. O seu trabalho liga as tradições nómadas da Mongólia com a experimentação sonora contemporânea. Criado na estepe, ele mistura instrumentos tradicionais com texturas de post-rock, eletrónica e música experimental. O resultado é uma paisagem sonora profundamente atmosférica, enraizada na memória cultural e nos mitos da natureza. | https://nightdefinedrecordings.bandcamp.com/
THE WEATHEREYE (Lao Du) | É um baterista e percussionista suíço. Viveu em Taiwan, no Japão e em Pequim, na China, onde colaborou com Ts Bayandalai enquanto baterista da banda Horse Radio e cofundador dos December 3Am. Em 2019, regressou à Suíça, onde atua atualmente em dois projetos sediados em Zurique: Les Voda e Murnau's Head. Reúne-se agora com Bayandalai para esta digressão europeia, assinalando sete anos desde a sua última atuação juntos. O seu estilo de tocar bebe do punk, do jazz e da improvisação experimental, embora prefira não ficar preso a rótulos de géneros fixos.
MÁRIO RUA | É baterista e chef de cozinha profissional. Estudou jazz e música improvisada no IACP em Paris (1999/2001), com Lionel Belmondo, Stefane Belmondo, Jerôme Destours e Philippe Soirat. Frequentou o Conservatório Jazz Sarceles sob a direção de Eric Breton. Tocou em diversas formações do underground de Paris e começou a desenvolver a sua linguagem musical de free jazz com o pianista Cyril Decrause. De regresso a Lisboa em 2004, na companhia de Pedro Castanheira, fundou o projecto de música gastronómica "Sete Sentidos". Com o saxofonista parisiense Benoît Crauste desenvolve vários projectos em Lisboa, como "SpaceBop Quartet", e um outro de free jazz onde explora os sons frente ao mar. Em 2014, tocou e gravou dois álbuns com George Haslam, "Maresia" e "Ajuda". Frequentou a Escola de Jazz do Barreiro após ter gravado com Haslam. Gravou e toca com "A Favola da Medusa", a convite de Miguel Martins e Filipe Homem Fonseca. Com o contrabaixista João Madeira gravou os álbuns "Ajuda", "TRIO" (Madeira/Vicente/Rua) e "GALMADRUA" (Madeira/Galão/Rua).
MIGUEL FERASO CABRAL | (Lisboa, 1972) É um músico, compositor e artista sonoro português que explora as fronteiras entre a improvisação livre, a música eletrónica e a composição cinematográfica, cruzando instrumentos convencionais com objetos sonoros da sua própria autoria. Conhecido por criar e liderar projetos experimentais de relevo, como The Nevermet Ensemble, e por integrar a banda Mola Dudle, o seu trabalho já foi apresentado em palcos de destaque da música contemporânea e do jazz, como o festival Jazz em Agosto. A sua discografia, marcada por texturas ruidistas e melancólicas criadas a partir de sintetizadores, eletrónica vintage e guitarras, inclui trabalhos como Mobilia (2000), Latacantante (2003), Quarto Escuro (2005), Deambul (2023) e A Capa do Urso (2025). Paralelamente à música, mantém uma atividade consistente nas áreas do design digital, ilustração e animação, tendo já integrado equipas de jornalismo multimédia distinguidas com galardões como o Prémio Gabo (2022) e o Prémio Gazeta (2023).
APOIO | A Zaratan é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

