INTERFERÊNCIAS #8 | Uníssono + Le Vice Anglais
30 Maio 2026 17h30
INTERFERÊNCIAS #8
Uníssono + Le Vice Anglais
Uníssono + Le Vice Anglais
30 maio 2026, 17:30
Entrada 3,5€ [quota mensal de sócio]
Entrada 3,5€ [quota mensal de sócio]
Apresentamos a oitava sessão do ciclo de concertos INTERFERÊNCIAS, com curadoria de Boris Nunes e João Madeira, uma dupla inédita, que parte de universos distintos para criar um espaço de diálogo entre estéticas, géneros e gerações.
A cada sessão, as escolhas de ambos cruzam-se num mesmo palco, reunindo músicos com percursos consolidados e artistas mais jovens cuja maturidade artística é já evidente.
A par desta diversidade etária, o ciclo percorre um amplo espectro sonoro, apresentando propostas que vão do jazz e free jazz à experimentação eletrónica, performativa e avant-garde.
Com formatos que variam do solo ao quarteto, e incluindo músicos nacionais e internacionais, INTERFERÊNCIAS é uma tentativa de mapear o som contemporâneo a partir das suas margens criando pontos de encontro entre públicos, linguagens e sensibilidades.
Nesta oitava sessão do ciclo haverá atuações de Nuno Veiga e Yolanda Pinto em Uníssono e Le Vice Anglais em concerto de lançamento do seu segundo álbum 'Allons-y'.
A cada sessão, as escolhas de ambos cruzam-se num mesmo palco, reunindo músicos com percursos consolidados e artistas mais jovens cuja maturidade artística é já evidente.
A par desta diversidade etária, o ciclo percorre um amplo espectro sonoro, apresentando propostas que vão do jazz e free jazz à experimentação eletrónica, performativa e avant-garde.
Com formatos que variam do solo ao quarteto, e incluindo músicos nacionais e internacionais, INTERFERÊNCIAS é uma tentativa de mapear o som contemporâneo a partir das suas margens criando pontos de encontro entre públicos, linguagens e sensibilidades.
Nesta oitava sessão do ciclo haverá atuações de Nuno Veiga e Yolanda Pinto em Uníssono e Le Vice Anglais em concerto de lançamento do seu segundo álbum 'Allons-y'.
Sobre os artistas:
UNÍSSONO | É uma investigação site-specific sobre a ressonância entre a anatomia e o espaço. Com origem no festival Lisboa Soa em 2020, o projeto transita agora para a contenção e densidade do Espaço da Carvoaria, na Zaratan. Através de transdutores de contacto, as vibrações captadas na estrutura do edifício e na pele são convertidas em sinais acústicos em tempo real, criando uma causalidade circular entre o gesto coreográfico e a resposta sónica. O público é assim convidado a habitar uma experiência onde a arquitetura e o corpo se fundem numa única substância vibrante. Esta imersão nasce da colaboração entre Nuno Veiga e Yola Pinto, que transformam a improvisação num exercício de escuta profunda e sismografia sensorial. Nuno Veiga, artista multidisciplinar, centra a sua prática na investigação da matéria sonora e na manipulação de sinais em diálogo com a dança contemporânea. Por sua vez, Yola Pinto cruza a sua formação em Arquitetura com os estudos do corpo, focando-se no gesto, nos processos físicos da vibração e na acústica da presença coreográfica. Partilhando também um forte compromisso com a mediação artística e comunitária, os criadores unem as suas linguagens em Uníssono para articular, de forma clara e orgânica, a arquitetura do corpo e a densidade sonora do território. | https://www.nunoveiga.site/
LE VICE ANGLAIS | São Ricardo Guerra Pires e Bruno Parrinha. A expressão "le vice anglais" designa o gosto adquirido de receber castigos corporais, alegadamente difundidos entre a população inglesa. Especula-se que este gosto é estimulado pela exposição regular dos adolescentes às referidas práticas na educação tradicional (actualmente em desuso). Na psicanálise, a ligação entre o prazer na dor (masoquismo) e a compulsão à repetição é um tema central, Freud postulou que o funcionamento psíquico era regido pelo princípio do prazer, que busca satisfação e evita o desprazer. No entanto, a observação clínica de pacientes que repetiam incessantemente experiências traumáticas e dolorosas desafiou essa teoria. Na busca de satisfação no sofrimento, a psicanálise sugere que as pessoas podem obter uma forma de satisfação ao se colocarem em posições de serem magoadas ou abusadas. A repetição de situações dolorosas serve também como forma de autopunição para satisfazer exigências internas, o que paradoxalmente pode trazer uma forma distorcida de alívio ou prazer. Através da repetição, o indivíduo pode transformar uma experiência traumática vivida passivamente numa ação ativa, o que confere uma ilusão de controle sobre o trauma original. Este contexto serve de base conceptual para definir a catarse dos "Le Vice Anglais" em resposta às pressões da sociedade actual. Lançaram o seu primeiro CD em 2025 intitulado 'vas-y'. | https://4darecord.bandcamp.com/album/vas-y
APOIO | A Zaratan é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

