SUPER-DIVAS #14 | Mega Rim
16 Maio 2026 17h30
SUPER-DIVAS #14 | Mega Rim
16 maio,17:30
Entrada 3,5€ [quota mensal de sócio]
Entrada 3,5€ [quota mensal de sócio]
Dinis Lapa e Nuno Palma, esses dois gentlemen do verbo, mandam raios para o ar e logo uma laracha divina, muito seletiva, os trespassa com os nomes dos poetas mais sexões de Portugal. Uma lista que faria corar os pecados originais. Todos eles estão, de alguma forma, ligados à música. Claro. Umas prima-donas super-divas é o que eles são. Eles ou elas, pois claro. Umas prima-donas. Uns primos-donos. O género é o de menos quando o talento é de mais.
Sexões são, portanto, sessões de sexo cantado com poetas sexões super-divas. É a arte a rebolar na cama da língua. É o verbo a suar a camisa. É a rima a pedir mais. Está servido o banquete. Agora, comam. Deleitem-se. Mas com classe, queridas e queridos. Com classe.
Sexões são, portanto, sessões de sexo cantado com poetas sexões super-divas. É a arte a rebolar na cama da língua. É o verbo a suar a camisa. É a rima a pedir mais. Está servido o banquete. Agora, comam. Deleitem-se. Mas com classe, queridas e queridos. Com classe.
Mega Rim chega ao palco zaratânico como um pulmão aceso: inspira silêncio, expira tempestade. Cada verso brotará do rim, engrenagem onde a palavra encontra e depura o sangue e o transforma em pulsação. Em palavras renais, Mega Rim «disseca a realidade através de uma poesia fragmentada, onde o orgânico e o digital se fundem num abraço de distorção e ritmo. É diálise musical para um futuro que já chegou, narrada por vozes que habitam o subconsciente akáshico». Nesta nova sexão, que celebra a poesia de João Meirinhos (@caos.neon), os sons atravessam o peito como quem aprende de novo a respirar. Mega Rim dá músculo à poesia, a música ganha pele e o coração aprende uma nova maneira de bater.
Sobre os artistas:
MEGA RIM | São João Meirinhos e Bacalhau. Dissecam a realidade através de uma poesia fragmentada, onde o orgânico e o digital se fundem num abraço de distorção e ritmo. É diálise musical para um futuro que já chegou, narrada por vozes que habitam o subconsciente akáshico. João Meirinhos (Lisboa, 1984) Adoto múltiplas personas (poeta insider / outsider / artista / performer / etnógrafo) para validar a sua compreensão das coisas. Utilizo intuitivamente a fotografia, a linguagem e o vídeo como forma de se envolver em situações diversas, e muitas vezes desconfortáveis, tentando retratar cenários de ângulos habitualmente desconsiderados para identificar e revelar os procedimentos muitas vezes inconscientes dos quais emergem estruturas políticas, sociais e espaciais. Bacalhau nasceu em meados de um século, cresceu num bairro pobre na capital de um país cuja bandeira tinha cores. Bacalhau, também conhecido por Lula Querida, Pisa Papéis ou Sarrafadas de Parmesão, começou o seu trajeto como percussionista numa época em que a percussão era vista como "obra do diabo", tendo sido mesmo perseguido por seitas fanáticas de flautistas asmáticos e até subscritores do Círculo de Leitores. Tendo lutado pelos direitos dos percussionistas toda a sua vida, nunca deixou de parte os seus interesses por doenças tropicais, ortodontia, limpeza a seco, anilhas, filmes cinzentos, partir cristaleiras com tacos de baseball, leitura de talões de supermercado e mamas enormes. Falecido amanhã, tornou-se um ícone da música, estará presente em todos os próximos concertos em formato holograma, para que todos possam continuar a apreciar a sua maestria em desenrolar fios de headphones guardados em bolsos sem se irritar.
APOIO | República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
DESIGN | Joana Souza e Nuno Palma

